sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fisioterapia Neurofuncional: na visão do acadêmico

A abordagem com o paciente oriundo de uma disfunção do Sistema Nervoso Central (SNC), está crescendo e se tornando uma das áreas com necessidades de se conhecer profundamente a fisiopatologia, para promover um plano de tratamento neuroevolutivo eficaz. A visão tradicional da reabilitação neurológica é de que ela diminui a deficiência e incapacidade. Durante a vida acadêmica aprendemos que as estratégias neurofuncionais são extremamente abrangentes, obtendo diversas opções terapêuticas baseadas na neuroanatomofisiologia.

É discutido na literatura e em sala de aula questões importantes sobre fisioterapia neurofuncional: A reabilitação do AVC é eficaz? Onde a reabilitação deve ser feita? Quando deveria começar? Quanto tempo? Conforme apresentado pela literatura os estudos tendem a ser inconclusivos, uma vez que abordagens terapêuticas geralmente usadas ainda não são comprovadas cientificamente.

Sabemos da grande importância da fisioterapia, principalmente na área da neurologia. A realidade de inúmeros pacientes após uma lesão, torna-se conviver com uma ciência, cujo objetivo primordial é trabalhar simplesmente no detalhe. O qual se transforma no grande desafio da reabilitação e que não pode passar despercebido pelo profissional. Para que o fisioterapeuta consiga enxergar o que para muitos é invisível, faz – se necessário construir o perfil desse profissional ainda quando acadêmico da graduação do curso de fisioterapia.

Durante nossa formação acadêmica, almejamos desvendar muitos segredos para obtermos a chave do sucesso. Com o tempo vamos amadurecendo e percebemos que na realidade não existem segredos, mas sim caminhos que sempre nos levam a ciência.


Por Rodolfo Alex Teles

Graduando em Fisioterapia

Faculdade da Serra Gaúcha - FSG.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Em agosto mais um curso...


CEAH 2009.1

No primeiro semestre de 2009, o Centro de Estudos Avançados em Hemiplegia realizou várias atividades junto a comunidade acadêmica do curso de fisioterapia da UEPB. Além das tradicionais reuniões, que ocorreram todas as segundas, às 10:00 horas, o CEAH realizou o curso Tratamento Fisioterapêutico na Hemiplegia do Adulto, onde se pode discutir a assistência ideal para os pacientes hemiplégicos. Abaixo algumas fotos do curso:

O CEAH participou, também, da organização do I Encontro Nordestino de Neurociências, que ocorreu nos dias 31 de maio e 01 e 02 de junho de 2009, na FIEP em Campina Grande. Abaixo algumas fotos:



O organizadores do CEAH agradece aos que, de alguma forma, participaram do projeto em 2009.1 e, mais uma vez, conta com a presença de todos em 2009.2.

Por Renan Guedes


domingo, 12 de abril de 2009

Sensibilidade

A sensibilidade é um dos pontos que devem ser abordados pelo fisioterapeuta durante a avaliação neurológica, porém muitas vezes é negligenciado. A avaliação da função sensitiva é dividida em sensibilidade especial e sensibilidade geral.
Na atuação fisioterapeutica, a sensibilidade geral é enfatizada na avaliação, devido ser mais comumente acometida pelas patologias tratadas por essa profissão.A sensibilidade geral é dividida em superficial ou extereoceptiva e profunda ou proprioceptiva.A identificação das vias de condução dos vários tipos de sensibilidade é de fundamental importância, pois permite ao profissional identificar o local da lesão através dos sinais e sintomas.As informações aferentes (sensoriais) são captadas por órgãos receptores localizados na pele, músculos, tendão, ligamentos, periósteo,etc.Estes órgãos enviam os impulsos provenientes do meio externo para as vias superiores, onde as informações são interpretadas e tranformadas em impulsos eferentes, provocando uma resposta.
Se faz importante um enfoque maior sobre a estimulação sensorial durante o tratamento fisioterapeutico, já que a função sensitiva muitas vezes é deixada de lado por parte dos profissionais durante o tratamento, os quais abordam apenas função motora.
Por Lívia Lins

domingo, 5 de abril de 2009

Agnosia

A percepção tátil é uma função mental especificamente humana que implica em uma organização anatômica e fisiológica complexa. Uma alteração nos componentes funcionais e estruturais do sistema nervoso, em especial no córtex somatosensorial localizado em porções nobres do cérebro (lobos parietal, occipital e ínfero-temporal) participantes no processo de percepção, é capaz de gerar um déficit no reconhecimento de objetos (previamente conhecidos) mesmos com suas qualidades e características íntegras. A esse quadro clínico, dá-se o nome de AGNOSIA (a = sem; gnosis = conhecimento), um distúrbio na função sensitiva subdividido em: agnosias auditivas, visuoespaciais e táteis, essa última também chamada de astereognosia. Ainda podem ser classificadas quanto à extensão da lesão em: associativas, onde mantém relações com a memória e perceptivas, quando, no caso, prevalece a sensibilidade estereotipada. Muitas vezes, esse distúrbio combina-se com mais impedimentos sensoriais e motores de outras afecções. Os organismos, quando atingidos, utilizam-se de estratégias compensatórias para adaptar-se às dificuldades existentes, através da neuroplasticidade. No entanto, em alguns casos esses mecanismos não são suficientes para regredir processos já instalados. Por se tratar de uma alteração muito específica do sistema nervoso, essa disfunção ainda carrega controvérsias e discussões científicas, entretanto, essa área, tão interessante, merece um enfoque diferenciado no ramo da neurociência.

Por Clécio Gabriel de Souza

domingo, 29 de março de 2009

Apraxia

Apraxia é uma palavra de origem grega e significa a incapacidade da realização de movimentos adequados para um determinado propósito, e consiste em distúrbios da atividade motora gestual que surge em um paciente cujos sistemas de execução da ação estão intactos, e que possui o conhecimento do ato a ser cumprido. Resulta de disfunções nos hemisférios cerebrais, em especial do lobo parietal. Os acidentes cerebrovasculares agudos, tumores e os traumatismos cranioencefálicos constituem as causas mais freqüentes das apraxias. Existem vários tipos de apraxias, contudo, os tipos mais comuns são: Ideomotora, a qual corresponde aos distúrbios da linguagem gestual; Ideatória relacionada, a dificuldade motora na utilização de objetos; Construtiva, a qual compreende a desorganização motora percebida em atividades gráficas; Buco-línguo-facial, correspondente a dificuldade de executar movimentos com os músculos da face e boca; Do vestir-se, surge com freqüência nos casos de demência e o individuo esquece-se da seqüência correta com que se veste a roupa; Da marcha, como o próprio nome indica, refere-se à incapacidade de realizar movimentos necessários para andar.

Por Edmilson Ramos Neto

sábado, 28 de março de 2009

Teste de Oxford para avaliação da força muscular

A força muscular (FM) pode ser definida como a capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência, envolvendo fatores mecânicos e fisiológicos que determinam a força em algum movimento particular. Os testes de FM devem ser repetidos em intervalos regulares, com o intuito de verificar se as paralisias ou paresias aumentaram ou regridiram. Para tanto, deve-se levar em consideração, durante a avaliação da FM, os graus de força muscular, descritos na tabela abaixo:




É importante lembrar que os testes de FM são realizados para músculos específicos. Apresentamos, abaixo, os testes de FM para os principais músculos:

1. Deltóide:

2. Bíceps:




3. Tríceps:



4. Flexores do Punho (Floxor radia do carpo e Flexor ulnar do carpo):


5. Extensores do punho (Extensor ulnar do carpo, extensor radial longo do carpo e extensor radial curto do carpo):

6. Adutores do quadril (adutor curto, longo e magno):



7. Íliopsoas



8. Glúteo Máximo



9. Glúteo Médio



10. Quadríceps (Vasto medial, vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral):



11. Tibial anterior



12. Gastrocnêmio

Para avaliar o gastrocnêmio deve-se pedir ao paciente que fique na ponta do pé (grau 4), depois solita-se que ele pule na ponta do pé (grau 5). É importante lembrar que não se deve solicitar aos idosos que pulem na ponta do pé.



Observação importante:

Os testes de FM sempre devem ser realizados pelo mesmo terapeuta, pois a mensuração de muita resistência e pouca resistência é extremamente subjetiva, variando de prosissional para profissional.

Referências:

BARBANTI, V.S. Teoria e prática do treinamento desportivo. São Paulo: Edusp, 1979.
DANGELO, J. G, FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
GUEDES, D.P. Personal training na musculação. 2ª ed. Rio de Janeiro: NP, 1997.
HOPPENFELD, Stanley. Neurologia para ortopedistas. 1ª ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1985.
MIRANDA, Edalton. Bases de anatomia e cinesiologia. 7ª ed. São Paulo: Sprint, 2002.
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
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Por Renan Guedes


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