terça-feira, 24 de março de 2009

Avalição do paciente neurológico

Em primeiro lugar deve-se avaliar o grau de consciência do paciente. Avaliando assim se este encontra-se consciente ou inconsciente de tal modo a ser realizado os exames mais adequados à avaliação neurológica respectiva. Logo em seguida será realizada a anamnese do paciente, onde este consta da queixa principal, historia da doença atual, historia patológica pregressa, historia familial, historia familiar, historia social, AVDs, uso de medicamentos e exames complementares.

Abordagem do paciente consciente

O paciente consciente é, sumariamente, aquele que está lúcido, orientado no espaço e no tempo e colaborante. Devem avaliar-se os parâmetros seguintes:

1. Linguagem
2. Coordenação de movimentos
3. Postura e marcha
4. Motilidade
5. Sensibilidade
6. Nervos cranianos
7. Reflexos
8. Funções esfincterianas

1. Linguagem

Identificar a afasia (incapacidade de falar por perda da memória dos sinais da linguagem falada). A prova que melhor permite o diagnóstico é a da denominação de objetos. Verificar se o paciente consegue nomear objetos de uso comum.

2. Coordenação de movimentos

A existência de ataxia (perturbação da coordenação dos movimentos voluntários) avalia-se pelo aparecimento da disartria (perturbação da articulação das palavras devido a alterações da motilidade dos músculos do aparelho fonador) ou pela dismetria (perturbação nos movimentos não conseguindo atingir o alvo) ou pelo tremor intencional (tremor que surge ao aproximar-se do alvo) nestas provas.

Teste da articulação verbal

Verificar o aparecimento ou acentuação da disartria:
Na pessoa que sabe ler, ao aumentar a velocidade de leitura dum texto. Se não souber ler, ao repetir palavras conhecidas.

Teste do dedo indicador à ponta do nariz

A pessoa deve estar sentada ou em pé, com os braços estendidos e com os olhos abertos e depois fechados. Avaliar o movimento do dedo indicador à ponta do nariz, alternadamente.

Teste do calcanhar ao joelho

A pessoa deve estar deitada primeiro com os olhos abertos e depois fechados. Verificar o movimento de levantar cada calcanhar até ao joelho do lado oposto.

3. Postura e marcha

As alterações são avaliadas pela observação das provas seguintes executadas, com os olhos abertos e fechados.

• Prova de Romberg

O examinando deve estar de pé e com os pés unidos. Observar os desvios para a direita, para a esquerda, para diante ou para trás.

• Prova dos braços estendidos

O examinando deve estar sentado com a cabeça direita e o dorso encostado. Pedir para estender os braços paralelamente, com as palmas das mãos voltadas uma para a outra, com os dedos estendidos e unidos. A prova considera-se negativa, se os braços permanecerem imóveis, durante um minuto, com os olhos fechados.

• Teste da marcha

Andar em frente, dar a volta e voltar ao mesmo local inicial.
Caminhar sobre os calcanhares e sobre os dedos dos pés em linha recta.

4. Motilidade

Motilidade involuntária

1. Tremor – fisiológico, essencial, senil, parkinsónico, hepático, etc.
2. Tiques.
3. Coréia – movimentos típicos sendo desordenados, irregulares e rápidos.
4. Atetose – movimentos lentos semelhantes à reptação.
5. Contracções fasciculares.
6. Convulsões.

Motilidade passiva

Tônus muscular – Executar a flexão e extensão dos dedos, das mãos, do antebraço, do braço, do pé, da perna e da coxa do examinando. Avaliar se o tônus está aumentado ou diminuído.
Sinais meníngeos

Rigidez nuca – Pesquisar em decúbito dorsal, fletindo o pescoço. A resposta é positiva quando é difícil efetuar a flexão ou surge dor devido ao espasmo dos músculos da nuca.

Sinal de Laségue – Pesquisar em decúbito dorsal. Verificar o ângulo com o leito, em que surge dor na face posterior da coxa ou na região lombar, ao elevar cada membro inferior.

Motilidade ativa

Força muscular – Avaliar a execução dos movimentos anteriores com o observador a pôr resistência ao movimento e comparar os resultados dum lado e do outro.

Escala de avaliação

Grau 0 – paralisia completa
Grau I – contracção muscular de que não resulta movimento
Grau II – execução de movimentos a favor da gravidade
Grau III – execução de movimentos contra a gravidade
Grau IV – execução de movimentos contra resistência, mas com pouca força
Grau V – força muscular normal

5. Sensibilidade

O observador deve explicar que os exames são realizados com os olhos vendados. As áreas a pesquisar são a fronte, o dorso das mãos e dos pés bilateralmente.

Sensibilidade Superficial (Tátil, Térmica e Dolorosa)
Tocar nas áreas referidas, respectivamente, com uma bola de algodão, um objeto arrefecido ou aquecido e um alfinete. Verificar se existe diminuição ou ausência destes tipos de sensibilidade.
Vibratória
Colocar o diapasão a vibrar sobre os maléolos e sobre as clavículas.
Confirmar se a vibração é sentida.
Sensibilidade Profunda Postural
O observador executa movimentos passivos com os dedos das mãos e dos pés. O examinando deve saber descrever a posição em que aqueles se encontram.

Sensibilidade Profunda Discriminativa
Verificar a esterognosia (incapacidade de reconhecer pelo tacto objectos comuns).

7. Reflexos

Escala de avaliação

Grau I – ausência de reflexos
Grau II – diminuição do reflexo
Grau III – reflexo com resposta normal
Grau IV – reflexo com resposta aumentada sem clônus
Grau V – reflexo com resposta aumentada com clônus

A percussão com o martelo de reflexos deve ser seca e de intensidade moderada. A pancada deve ser sobre o dedo do observador.

1. Superficiais

 Plantar
 Cremastérico
 Cutâneo abdominais

2. Profundos

 Nasopalpebral
 Reflexos de sucção
 Mandibular
 Biciptal
 Triciptal
 Estiloradial
 Patelar
 Aquileu

Por Alana Garcia.

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