domingo, 19 de junho de 2011

Cerebelo e Aprendizado







Admite-se que o cerebelo participa deste processo através de fibras olivo-cerebelares. A execução automática dos movimentos complexos requer um prévio período de treinamento, repetidas vezes sob atividade mental consciente. As conexões do cerebelo com outras partes do SNC estabelecem circuitos de controle. As principais são: as que partem do córtex motor cerebral, passando pelos núcleos pontinhos, córtex cerebelar, núcleo denteado, rubro e vento-lateral do tálamo. O fato de lesões cerebelares implicarem no surgimento de distúrbios motores como ataxia, incoordenação motora, dismetria e disdiadococinesia, sugere que o cerebelo seja responsável pelo controle da perfeita execução dos movimentos.

Os hemisférios cerebelares são os controladores dos movimentos voluntários, que exigiram a aquisição da habilidade pela prática, enquanto que a porção mais lateral desenvolveu-se conectada a áreas cerebrais corticais de associação, estando mais relacionados ao controle mental dos movimentos. O cerebelo ajusta as ações do córtex motor cerebral e áreas motoras subcorticais por comparações dos sinais descendentes, responsáveis pela resposta motora esperada, e os sinais sensoriais resultantes da sequencia dos atos motores.

Estudos afirmam que o cerebelo dispõe de acurado dispositivo regulador que incorpora vias importantes em controlar a correta sequencia temporal de um evento motor. Prediz-se a existência de um controle adaptativo-aprendizagem, que modifica o comportamento de acordo com os resultados e experiências, o controle adaptativo refere-se a experiências dentro dos limites de uma tentativa apenas, o controle da aprendizagem refere-se a experiências decorrentes de várias tentativas precedidas. O cerebelo portanto, planeja e organiza o evento motor propriamente dito, coordenando sua execução. O controle das atividade neurais é exercido por um sistema de feedforward suscetível a perturbações externas e mudanças de parâmetros internos, necessitando do microcomplexo corticonuclear como agente comparador e adaptador.

Durante a aprendizagem o processo de feedback é convertido em feedforward. Na execução de um ato motor voluntario planejado pela interação dos córtices cerebral e cerebelar, além dos sinais de erros transmitidos pelas fibras trepadeiras, chegam também ao córtex cerebelar por meio de fibras musgosas, sinais proprioceptivos da musculatura envolvida. O complexo olivar inferior integra os sinais da medula espinhal, córtex cerebral, núcleo rubro, formação reticular e cerebelo antes de enviar seus sinais de erro.

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